Quem sou eu

Minha foto
RIO GRANDE, RS, Brazil
Estudante de jornalismo na UFPel e militante dos movimentos sociais.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Viver a vida

Viva a vida intensamente, dia após dia, sem a esperança de um amanhã. As oportunidades na vida muitas vezes são únicas então as agarre com unhas e dentes, como disse um sábio “Cavalo encilhado não passa duas vezes na porteira de casa!”. Se passar, suba na garupa e vai em frente, pois a mesma oportunidade não se repete! É uma só! E se a perderes, talvez nunca mais a vida te dê outra chance igual ou parecida.

Às vezes é inevitável fugir as regras da sociedade, por isso não deixes que a critica dos outros te impeça de fazeres o que realmente estas querendo fazer. Mesmo que falem, debochem ou simplesmente olhem com ar de negação. A vida é uma só, e não deve ser desperdiçada com bobagens. Aproveite o Maximo, e evolua o Maximo também. Adquira conhecimento e passe adiante, não fique com as coisas guardadas para si. Ajude o próximo, sem esperar nada em troca. Admire e seja admirado. E por fim, nunca se esqueça de mar. O amor é inevitável, e nos torna criaturas capazes de tudo. “Infeliz quem nunca amou” (Drumond de Andrade, Lira do amor Romântico). Viva a vida e seja você.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O primeiro contato do adolescente com o sexo: antecipado ou no tempo exato em relação à evolução dos tempos?

A maioria dos jovens não sabe qual o significado da palavra sexo, até por que nunca pararam para pensar nesse assunto tão polêmico. A primeira coisa que lhes vem à mente é a consumação do ato, ou seja, a pratica. Um assunto que deveria ser informado em casa e ate mesmo na escola como uma coisa normal, é mantido em segredo como se fosse algo que os filhos e alunos nunca fossem precisar saber, ou ate mesmo por medo de não ser a hora adequada de tocar no assunto, fazendo com que desperte um desejo precipitado nos jovens, quando na verdade esse silêncio acaba apenas criando uma enorme duvida em suas cabeças em relação ao sexo, fazendo com que tenham vontade de saber e ver como realmente tudo funciona nesse mundo até então desconhecido por eles.

Grande parte dos jovens abordados por mim confirmou ter buscado o primeiro contato com o sexo com o intuito principal de perderem o adjetivo pejorativo colocado pelos colegas. Quando chamados de “cabaço”, que nada mais é que virgem, eles relatam sentirem-se inferiores aos demais. Por este motivo há essa grande vontade de se consumar o primeiro contato com o mundo sexual, na opinião deles. Os meninos são os que mais se chateiam com o apelido adquirido de seus próprios colegas. As meninas também não aceitam assim sem reclamar, mas é em uma idade diferente dos meninos. Em média os rapazes despertam para vida sexual aos 12 anos enquanto as meninas se interessam depois dos 14 anos. São nessas respectivas fases que começa o interesse em conhecer seu corpo mais intimamente.

A reação posterior ao primeiro contato é de satisfação a ambos os sexos, fazendo com que depois de terem experimentado, mantenham relações sexuais periodicamente com o mesmo parceiro com a finalidade de se sentirem experientes antes de partirem a um novo companheiro.

Muitos jovens relatam não terem feito um sexo seguro na sua primeira vez. Não por uma possível falta de acesso aos preservativos, mas por acontecer tudo tão rapidamente que não tiveram nem tempo de pensar na segurança. Preservativo este que deveria ter sido fornecido por seus familiares após a conversa sobre o assunto em questão. Nota-se, nesses casos, a Imprudência dos pais em não aconselharem seus filhos a estarem sempre providos deste material universal de segurança no mundo do sexo. Mesmo com essa não educação sexual o índice de mães menores de 20 anos está em queda como garante o IBGE, onde entre 1998 e 2008, o indicador passou de 21,3% para 19,4%, o que nos faz pensar que os jovens estão aprendendo na rua coisas básicas que deveriam vir de casa. Dentro de casa, se fala muito mais de sexo com os filhos do que com as filhas, o que deveria acontecer com a mesma intensidade.

Qual seria o motivo desse machismo? Seria o próprio interesse antecipado dos meninos em relação às meninas? Eu creio que sim, mas estudos comprovam que as meninas nesse período sexual são mais racionais que os próprios meninos, que se interessam mais em executar o sexo que pensar nas futuras conseqüências. Mesmo o índice de abortos na adolescência ser altamente elevado, como mostra os dados do Ministério da Saúde que serve de base para o trabalho realizado pela Frente Parlamentar em Defesa da Vida – Contra o Aborto, presidida pelo deputado federal Luiz Bassuma (PT-BA), a maioria das grávidas menores de idade opta por criarem seus filhos como mães solteiras. Assumindo como se fossem as únicas responsáveis pela nova vida gerada em um ato sem segurança e inconseqüente.

Observo que menores com interesses voltados aos estudos têm o primeiro contato mais tarde que os que não se interessam tanto na escola, fazendo com que formem uma família somente apôs ter um controle de sua renda. Mães menores de idade, que não concluíram seus estudos, em sua maior parte, acabam por não conseguirem concluir, prejudicando e eliminando as chances de uma futura independência financeira. Os que possuem um menor poder aquisitivo são os que menos se dedicam aos estudos e assim acabam engravidando mais rápido e mais vezes que seus opostos financeiramente.

Um casal de jovens não é capaz de educar uma criança ao mesmo tempo em que deveria estar sendo educado. Como passar a uma criança fundamentos que não lhes foram passados? Pais despreparados, filhos futuramente despreparados também. Os pais são espelhos que reflete toda sua educação nos filhos. As crianças precisam se espelhar em alguém. Tem que haver um modelo de conduta a ser seguido por eles. Aos olhos dos filhos, os pais estarão sempre certos, logo repetirão seus atos religiosamente.

Dados informam, Segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), que o tempo ao primeiro contato com o sexo diminuiu consideravelmente ao passar do século. “O número de adolescentes que tiveram sua primeira relação sexual aos 15 anos na década passada era de 11% subindo para 32, 6%”. Obviamente a mídia tem seu papel muito importante nessa elevação dos índices. Tudo chega ao jovem mais rápido com a tecnologia e o avanço das mídias, principalmente por estarem na fase de formação dos valores, conceitos, modelos de conduta e comportamento sexual. O jeito mais abrangente de se influenciar um jovem ao sexo é a mídia, mais especificamente a TV, que exerce uma influência significativa no cotidiano de todos nós. O desejo que a TV nos sugere em fazer parte da sociedade onde à grande maioria já esta ativo sexualmente é enorme. Vemos isso todos os dias em novelas, filmes e desenhos onde todos são casados e têm uma família já formada.

É preciso tomar alguma providência quanto ao sexo na adolescência ou é uma coisa natural, sendo o tempo ate o primeiro contanto com o sexo inversamente proporcional a nossa evolução ao tempo cronológico (Século XXI)? Sinceramente eu não sei responder a esta pergunta, mas deixo-a na cabeça de cada um. Uma coisa eu tenho certeza: Valores adquiridos em casa permanecem conosco a vida inteira. O modo como criamos nossas crianças de hoje, influenciará nos cidadãos de amanhã. Ao contrario do que dizem, não façam filhos para o mundo criar, mas criem um mundo para os futuros filhos fazerem.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Comentario do Video Dancem macacos dancem.

No video "Dancem macacos dancem", Ernest Cline nos compara aos macacos, Obvio que isso deixa-nos um pouco constrangido pelo fato de o macaco estar a baixo de nós na escala zoologica. Mas em certos pontos os macacos acabam nos ultrapassando, mesmo que sejamos inteligentes e que tenhamos autoconciencia. Não conseguimos ficar feliz pelo simples fato de ficar. Estamos sempre preucupados com os outros, e isso nos atordoa. O que eles irão pensar? O que irão falar? Tudo isso nos deixa loucos, pois queremos nos juntar aos outros e para isso temos a maldita mania em achar que devemos todos sermos iguais, em tudo. Quando nao somos, começamos a recriminar-los seja por qual for a diferença. Por estes motivos futeis é que matamos, torturamos e brigamos, nos tornando mais irracionais que os proprios macacos que haviamos julgado como inferiores. Os macaos, se nao for para guardar seu territorio, lutar por sua sobrevivencia ou manter uma hierarquia, convivem em eterna paz com os outros animais e sobretudo em paz com seus prorpios semelhantes, os quais guardam, defendem e ajudam em cituações de perigo.

O autor nos chama de seres com auto potencial. Mas que nao usamos todo esse potencial para coisas realmente necessarias, pois ao mesmo tempo que inventamos coisas para nosso conforto e praticidade, estamos poluindo e saqueando nosso planeta como se nao houvesse um amanhã. Nao podemos simplesmente fingir que esta tudo bem, pois nao esta. Para interferirmos na natureza temos que ter a certeza que seja para fazer algo ético, ou seja, algo que eu possa fazer em qualquer lugar e hora, desde que nao prejudique ninguem. Mas sim que acrenscente experiencias afim de ajudar a melhorar. Pois nesse caso estaremos "criando" uma cultura,

que nada mais é que a natureza tranformada de modo positivo pelo homem. "A cultura - por oposição a natureza, que nao é criação do homem - é a contribuição que o homem faz ao dado, a natureza. Cultura é todo o resultado da atividade humana, do esforço criador e recriador do homem, de seu trabalho por transformar e estabelecer relações de dialogo com outros homens" ( Freire, 1980, p.38). O homem ao responder desafios apresentados pela natureza e ao estabelecer relações esta criando cultura, ou seja, modificando a natureza. A cultura é experiencias humanas obtidas.

Os macacos nao podem criar uma cultura pois agem instintivamente, fazendo a mesma coisa nas varias vezes que uma situação vier a se repetir. Eles nao tem consciencia sobre o que estão fazendo, logo nao podem acrescentar nada de suas experiencias vividas. É como se em cada situação eles esquecessem de como agir, mas por instinto acabam fazendo do mesmo jeito, sem saberem o por que de agirem daquela forma, apenas para alcançar tal objetivo. Ja nós, seres humanos, podemos influenciar nossos semelhantes expondo nossas experiencias obtidas, e assim fazer com que ajam do mesmo modo como nós agimos ou como lhe parecer melhor para tal situação, pois ja passamos por isso e sabemos qual a melhor maneira de se obter o exito, ou não. Mesmo sabendo qual a melhor maneira de se portar em tal situação, temos o direito de desprezala e agir da nossa vontade, é isso que nos separa dos macacos. Há o signo homem, mas nao existe um modelo fixo de atitudes, sentimentos e conduta do ser humano. Isto é o que nos afasta da vida animal.

O ultimo ponto que nos afasta dos macacos é quando Cline diz que somos amaldiçoados pela cosciencia e por isso nos preucupamos com tudo.

Para contrariar o autor, podemos nos fazer valer do pensamento de Ortega y gasset sobre o homem, quado diz: "Não vivemos para pensar, mas ao contrario: pensamos para conseguir perviver" (1973, p.62). O ato de pensar e saber como e quando fazemos algo, é que nos da a certeza de estarmos verdadeiramente vivendo.

Os macacos nao pensam, logo só existem. Não sabem qual a razão de estarem fazendo algo, apenas fazem, por instinto; é assim que matam a fome e conseguem se manter na natureza. "Não basta existir, é preciso viver. E viver é muito mais que existir.".

Chendler Siqueira