A maioria dos jovens não sabe qual o significado da palavra sexo, até por que nunca pararam para pensar nesse assunto tão polêmico. A primeira coisa que lhes vem à mente é a consumação do ato, ou seja, a pratica. Um assunto que deveria ser informado em casa e ate mesmo na escola como uma coisa normal, é mantido em segredo como se fosse algo que os filhos e alunos nunca fossem precisar saber, ou ate mesmo por medo de não ser a hora adequada de tocar no assunto, fazendo com que desperte um desejo precipitado nos jovens, quando na verdade esse silêncio acaba apenas criando uma enorme duvida em suas cabeças em relação ao sexo, fazendo com que tenham vontade de saber e ver como realmente tudo funciona nesse mundo até então desconhecido por eles.
Grande parte dos jovens abordados por mim confirmou ter buscado o primeiro contato com o sexo com o intuito principal de perderem o adjetivo pejorativo colocado pelos colegas. Quando chamados de “cabaço”, que nada mais é que virgem, eles relatam sentirem-se inferiores aos demais. Por este motivo há essa grande vontade de se consumar o primeiro contato com o mundo sexual, na opinião deles. Os meninos são os que mais se chateiam com o apelido adquirido de seus próprios colegas. As meninas também não aceitam assim sem reclamar, mas é em uma idade diferente dos meninos. Em média os rapazes despertam para vida sexual aos 12 anos enquanto as meninas se interessam depois dos 14 anos. São nessas respectivas fases que começa o interesse em conhecer seu corpo mais intimamente.
A reação posterior ao primeiro contato é de satisfação a ambos os sexos, fazendo com que depois de terem experimentado, mantenham relações sexuais periodicamente com o mesmo parceiro com a finalidade de se sentirem experientes antes de partirem a um novo companheiro.
Muitos jovens relatam não terem feito um sexo seguro na sua primeira vez. Não por uma possível falta de acesso aos preservativos, mas por acontecer tudo tão rapidamente que não tiveram nem tempo de pensar na segurança. Preservativo este que deveria ter sido fornecido por seus familiares após a conversa sobre o assunto em questão. Nota-se, nesses casos, a Imprudência dos pais em não aconselharem seus filhos a estarem sempre providos deste material universal de segurança no mundo do sexo. Mesmo com essa não educação sexual o índice de mães menores de 20 anos está em queda como garante o IBGE, onde entre 1998 e 2008, o indicador passou de 21,3% para 19,4%, o que nos faz pensar que os jovens estão aprendendo na rua coisas básicas que deveriam vir de casa. Dentro de casa, se fala muito mais de sexo com os filhos do que com as filhas, o que deveria acontecer com a mesma intensidade.
Qual seria o motivo desse machismo? Seria o próprio interesse antecipado dos meninos em relação às meninas? Eu creio que sim, mas estudos comprovam que as meninas nesse período sexual são mais racionais que os próprios meninos, que se interessam mais em executar o sexo que pensar nas futuras conseqüências. Mesmo o índice de abortos na adolescência ser altamente elevado, como mostra os dados do Ministério da Saúde que serve de base para o trabalho realizado pela Frente Parlamentar em Defesa da Vida – Contra o Aborto, presidida pelo deputado federal Luiz Bassuma (PT-BA), a maioria das grávidas menores de idade opta por criarem seus filhos como mães solteiras. Assumindo como se fossem as únicas responsáveis pela nova vida gerada em um ato sem segurança e inconseqüente.
Observo que menores com interesses voltados aos estudos têm o primeiro contato mais tarde que os que não se interessam tanto na escola, fazendo com que formem uma família somente apôs ter um controle de sua renda. Mães menores de idade, que não concluíram seus estudos, em sua maior parte, acabam por não conseguirem concluir, prejudicando e eliminando as chances de uma futura independência financeira. Os que possuem um menor poder aquisitivo são os que menos se dedicam aos estudos e assim acabam engravidando mais rápido e mais vezes que seus opostos financeiramente.
Um casal de jovens não é capaz de educar uma criança ao mesmo tempo em que deveria estar sendo educado. Como passar a uma criança fundamentos que não lhes foram passados? Pais despreparados, filhos futuramente despreparados também. Os pais são espelhos que reflete toda sua educação nos filhos. As crianças precisam se espelhar em alguém. Tem que haver um modelo de conduta a ser seguido por eles. Aos olhos dos filhos, os pais estarão sempre certos, logo repetirão seus atos religiosamente.
Dados informam, Segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), que o tempo ao primeiro contato com o sexo diminuiu consideravelmente ao passar do século. “O número de adolescentes que tiveram sua primeira relação sexual aos 15 anos na década passada era de 11% subindo para 32, 6%”. Obviamente a mídia tem seu papel muito importante nessa elevação dos índices. Tudo chega ao jovem mais rápido com a tecnologia e o avanço das mídias, principalmente por estarem na fase de formação dos valores, conceitos, modelos de conduta e comportamento sexual. O jeito mais abrangente de se influenciar um jovem ao sexo é a mídia, mais especificamente a TV, que exerce uma influência significativa no cotidiano de todos nós. O desejo que a TV nos sugere em fazer parte da sociedade onde à grande maioria já esta ativo sexualmente é enorme. Vemos isso todos os dias em novelas, filmes e desenhos onde todos são casados e têm uma família já formada.
É preciso tomar alguma providência quanto ao sexo na adolescência ou é uma coisa natural, sendo o tempo ate o primeiro contanto com o sexo inversamente proporcional a nossa evolução ao tempo cronológico (Século XXI)? Sinceramente eu não sei responder a esta pergunta, mas deixo-a na cabeça de cada um. Uma coisa eu tenho certeza: Valores adquiridos em casa permanecem conosco a vida inteira. O modo como criamos nossas crianças de hoje, influenciará nos cidadãos de amanhã. Ao contrario do que dizem, não façam filhos para o mundo criar, mas criem um mundo para os futuros filhos fazerem.

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